PREPARANDO A ESTRÉIA
No dia 23 de março fizemos nossa estréia.
A preparação padrão que usamos é a recomendada pelo INATAA: banho no dia da visita ou alguns dias antes, escovação dos dentes, escovação do pelo. O voluntário humano também deve estar limpo e com a camiseta da ONG. Preparamos uma bolsa com o kit limpeza (saquinhos plásticos, desinfetante, papel toalha), petiscos, brinquedos, uma toalha pequena, lenços umedecidos, escova.
Gosto também de manter em dia a higiene de guias, coleiras e bandanas. O Zé usa duas coleiras: um enforcador de tecido e um peitoral especial chamado easy-walker. Ambas são importadas e seus fabricantes prometem maior conforto para o cão. Normalmente uso o enforcador e coloco a guia da pessoa atendida no peitoral, quando fazemos passeios. Ambas permitem controle do animal, mas acho o enforcador mais eficiente.
Todo esse preparo consome um bom pedaço da manhã. Muito mais tempo do que os 40 minutos de trabalho efetivo do cão com as crianças.
Em termos de comportamento, o único trabalho preparatório foi o de acostumá-lo com a coleta de saliva. Para isso usa-se um par de palitos parecidos com cotonetes, mas bem mais compridos, que precisam ser enfiados na boca. A Marie me deu alguns palitos e tentei acostumar o Zé a eles, colocando os palitos e oferecendo petiscos por vários dias. Digamos que ele os aceita, porém às vezes ele mastiga e engole o algodão. A parte boa é que ele é um cachorro babão, o que facilita a coleta.
Como contei na última postagem, simplesmente esqueci de trabalhar a aceitação de petiscos.
O ideal teria sido chegarmos com bastante antecedência, para que o Zé pudesse reconhecer o local, onde tinha estado só duas vezes. Infelizmente nem sempre o ideal é possível. Chegamos em cima da hora!
Estávamos bem nervosos, especialmente esta que vos escreve. A ansiedade estava emanando por todos os poros, apesar da certeza que sempre tive de que o Zé seria um bom cão terapeuta.
Há um motivo: minha filha mais nova, a Lara, que se tornou proprietária do Zé aos 9 anos, tinha diagnóstico de dislexia e DDA. A prática do agility a ajudou a adquirir a noção de esquerda e direita, a desenvolver a coordenação motora e a orientação espacial. Passear com o Zé a auxiliou na socialização, outra dificuldade. Conversar com o Zé e estar com ele ainda tem efeito tranquilizante sobre ela. Ele é um cachorro amoroso e perfeitamente acostumado com crianças, sendo bem mais cuidadoso que os demais border collies no trato com humanos. Ele adora gente! Especialmente gente pequena. Por isso eu botava tanta fé nele. Ele tem muita experiência como "cão terapeuta" da Lara...
Há um motivo: minha filha mais nova, a Lara, que se tornou proprietária do Zé aos 9 anos, tinha diagnóstico de dislexia e DDA. A prática do agility a ajudou a adquirir a noção de esquerda e direita, a desenvolver a coordenação motora e a orientação espacial. Passear com o Zé a auxiliou na socialização, outra dificuldade. Conversar com o Zé e estar com ele ainda tem efeito tranquilizante sobre ela. Ele é um cachorro amoroso e perfeitamente acostumado com crianças, sendo bem mais cuidadoso que os demais border collies no trato com humanos. Ele adora gente! Especialmente gente pequena. Por isso eu botava tanta fé nele. Ele tem muita experiência como "cão terapeuta" da Lara...


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